quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uniforme: mais que roupa profissional, uma ferramenta de comunicação e marketing


O uniforme profissional é muitas vezes essencial por causa da natureza do trabalho, como no caso de uniformes hospitalares e industriais. Mas uniformes tem outras funções tão importantes quanto a de oferecerem segurança no trabalho. Uniformes são ferramentas de comunicação interna e externa da empresa, e por isso a escolha de um modelo de uniforme, assim como a compra de uniformes para sua empresa deve levar em conta certos critérios:


  1. Uniformes dizem para os funcionários quem faz o quê na empresa, e enfatizam a função coletiva ao invés  da individualidade. Melhora o trabalho em equipe e diminui conflitos causados por uso inadequado de roupas impróprias para determinado ambiente.
  2. Uniformes comunicam aos clientes da empresa seus valores e identidade. Quando seu funcionário se apresenta diante de seu cliente para realizar um serviço ou vender um produto, ele é, naquele momento, um representante da empresa. O uniforme deve ter a identidade visual de sua empresa, e deve ser feito sob encomenda. Cores e design devem se harmonizar com sua identidade visual, e deve causar no cliente impressão de confiabilidade e seriedade que ele espera da relação com sua empresa.
  3. Uniformes melhoram o desempenho do funcionário, seja quando oferece melhores condições de execução de seu trabalho, seja por valorizá-lo na empresa. Por isso mesmo uniformes profissionais devem levar em consideração fatores de segurança e ergonomia, sem deixar de lado elegância, beleza e qualidade.
Um uniforme bem projetado impressiona seu cliente, melhora a auto-estima do trabalhador, e é uma ferramenta de comunicação visual interna e externa. É um erro comum empresas comprarem uniformes prontos como alternativa de baixo custo aos uniformes personalizados. Enquanto esta abordagem é válida para alguns negócios onde a função comunicativa do uniforme é menos evidente, a maioria das empresas, das pequenas às grandes, pode se beneficiar imensamente com uniformes personalizados.

O que é uma Identidade visual ?

      é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, ideia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logótipo, um símbolo visual e conjunto de cores.

    A confecção de um logótipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).

Manual de identidade visual

O manual de identidade visual deve conter:
  1. os aspectos formais da marca - ou seja os elementos que compõe o símbolo gráfico e as variações formais da marca: por exemplo, para uma marca representada por uma imagem fotográfica deve ser apresentado tal imagem nos padrões monocromático, preto e branco, tons de cinza, fotográfico uma versão digitalizada ou seja uma versão vetorial da marca nas mesmas variações formais: monocromática, preto e branco, tons de cinza, chapado.
  2. apresentar as variações da assinatura da marca: padrão de assinatura horizontal, padrão de assinatura vertical e variações formais da assinatura com slogan e sem slogan. Algumas marca contém slogan, outras não. Assim como algumas marcas são compostas simplesmente pelo nome da empresa (Coca-Cola, IBM, Microsoft). É imprescindível apresentar tais características da marca e sustentar uma utilização padronizada.
  3. apresentar aspectos técnicos da marca: cor (pantone, rgb, cmyk, hexadecimal), fonte, dimensões, direção, etc.
  4. apresentar o padrão de utilização da marca em todo o material institucional previsto pela empresa: papel timbrado, envelope, etiqueta, adesivo, embalagem, objetos, uniforme, rótulo, frota etc.
  5. determinar dimensões mínimas e máximas para a impressão
  6. regularizar a utilização da marca em fundo colorido, preto, branco e monocromáticos.
  7. apresentar situações a serem evitadas.
Ou seja identidade é o conjunto de caracteres proprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, nesse contexto um uniforme é fundamental para identificação de sua empresa e uma comunicação eficaz e com credibilidade para com seu cliente, criand-se assim a sua imagem corporativa.

A imagem corporativa define como uma empresa se parece, como ela é percebida, ao contrário da identidade corporativa que define quem a empresa é.

UniformesKunsch (2003), ao citar Riel (1995), afirma que a imagem é um conjunto de significados pelos quais se chega a conhecer um objeto e por meio do qual as pessoas o descrevem, recordam e se relacionam. Mas, acrescenta que imagem também é o resultado da interação de crenças, idéias, sentimentos e impressões constituídas pelas pessoas sobre determinado objeto. A imagem corporativa se relaciona com a visão que os públicos possuem de determinada organização, e costuma estar fortemente ligada aos produtos gráficos, a identidade visual, que é construída através das diversas percepções da comunicação em relação à publicidade, logotipos, cores, embalagens e etc. Essa imagem que corresponde a uma visão externa da organização, depende também da forma de comunicação interna, onde ela é definida através do foco no público, as ações que serão realizadas para atingi-los, a forma de comunicação escolhida além da missão, visão e valores da organização e revela como ela está organizada, além de indicar se é centralizada ou descentralizada, se possui divisões e filias e o ramo em que atua.É a forma que uma empresa é vista, e avaliada pelos públicos, está ligada ao que a organização representa. Os relações públicas fazem parte do quadro de profissionais que trabalham para que a imagem corporativa seja atraente aos olhos dos diversos públicos, de modo que consigam despertar o interesse dos cosumidores e valorizar a marca.

Muitas empresas investem tempo e recursos, para influenciar a opinião que os consumidores deixarão sobre os serviços oferecidos pela empresa e o próprio negócio. Este processo de cultivo de relações positivas não se estende a única interação com os consumidores, mas também a interação permanente com os meios de comunicação, sindicatos, associações industriais e outras entidades que têm um impacto direto e indireto sobre a opinião pública. A imagem corporativa é a melhor maneira de perceber e de imagem das corporações. No ambiente de negócios competitivo, muitas empresas trabalham para criar e comunicar uma imagem positiva para seus clientes, acionistas, comunidade financeira e público em geral. Uma empresa que que ignora a sua imagem pode encontrar uma variedade de problemas.

Independente do tamanho da organização, é importante que os gestores reconheçam a importancia de criar e manter uma imagem forte, e que os funcionários também estejam a par disso. Uma boa imagem corporativa pode levar anos para ser construida, por isso, o foco na reputação da imagem organizacional a longo prazo, a franqueza e a vontade de dar aos “stakeholders” o direito de saber, contribui bastante com a boa construção da imagem.

Diversos fatores tem contribuição com o crescimento da importância da imagem corporativa. A globalização é um deles, que representa a forma como a organização expande suas operações, tanto externamente quanto internamente.

Uma analogia simples para entender esses conceitos é imaginar que a imagem corporativa é como uma tela em branco que as pessoas possuem em suas mentes em relação a uma determinada empresa com a qual ainda não tiveram contato. A imagem é o preenchimento dessa tela, como se fosse um quebra-cabeças. As pessoas vão construindo a imagem com peças que a própria empresa fornece. Se a empresa não sabe muito bem como é a tela original (a identidade), não consegue distribuir as peças corretas para preencher a tela na cabeça das pessoas (a imagem). Isso faz com que se forme uma imagem confusa, onde as peças não se encaixam. Assim, é difícil confiar na empresa e formar uma opinião favorável, pois não há clareza e nem coerência. A reputação da empresa fica prejudicada, pois não se consegue discernir os pontos determinantes para a tomada de decisão. Há então os casos presenciados diariamente de peças que não se encaixam, como os anúncios milionários dos bancos afirmando que o cliente é especial, enquanto faz com que eles tenham um tratamento abaixo da crítica, esperando por longos intervalos de tempo para serem atendidos. Definindo é um sistema no qual mostre a finalidade da empresa com o consumidor.

O uso do uniforme vem criar a imagem corporativa desejada como por exemplo: Profissionalismo, organização, asseio, segurança, confiança. Muitas são as mensagens que uma equipe uniformizada passa para clientes e fornecedores e que justificam o investimento no uniforme, que pode ser aliado de um trabalho de fortalecimento de marca e se tornar diferencial no atendimento. Mais do que isso, a opção pelo uso do uniforme evita problemas causados pela atual perda de referência no que se refere ao modo de se vestir no ambiente corporativo. “As empresas estão preocupadas, o código de vestimenta se perdeu e hoje as pessoas acham que vale tudo”, comenta Alana Rodrigues Alves, consultora de imagem de empresas como SBT e Serasa que tem visto aumentar o número de pedidos de palestras para ajudar as empresas a  orientar melhor os funcionários sobre o jeito de vestir.

Para Alana, o uniforme evita os comentários sobre o estilo adotado por determinado colega e elimina problemas causados pela roupa mais decotada ou curta de uma funcionária, por exemplo. “Com a instituição do uniforme, corta-se o mal pela raiz”, afirma, lembrando que os colaboradores são o cartão de visita da empresa e serão os responsáveis pela primeira impressão a ser fixada pelos clientes.
O empreendedor pode definir que toda ou parte da equipe está obrigada a usar uniforme. O empregado não pode se recusar a usar e o descumprimento pode levar à demissão por justa causa. No entanto, o custo deve ser totalmente assumido pela empresa, embora o colaborador seja responsável pela reposição da peça no caso de perda ou dano.  “Mas como não há legislação específica que regulamente a questão, o ideal é estabelecer por escrito uma política de uso”, aconselha Fabíola Marques, sócia do Abud Marques Advogados Associados e ex-presidente da AATSP (Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo).

A advogada explica que, no caso de um uniforme danificado pelo empregado, por exemplo, a reposição é de responsabilidade do empregado quando o dolo é comprovado, ou seja, nos casos em que houver clara intenção de prejudicar a empresa. Como é algo desgastante para provar, um acordo previamente combinado e assinado entre as partes, estabelecendo que em qualquer situação, intencional ou não, o valor exato do custo do uniforme será descontado do salário, resolve a discussão. “Não se pode impor tipo algum de multa, ou seja, o valor deve servir para a reposição daquilo que foi danificado e nada mais”, alerta Fabíola, que recomenda o bom senso. “Se ficou claro que o dano foi involuntário, acredito ser interessante para a empresa bancar a reposição”.

A fórmula apontada pelas consultoras para o sucesso na implantação do uniforme envolve bom senso e envolvimento dos empregados. “De modo geral, os colaboradores não gostam de usar uniforme, principalmente as mulheres”, revela Alana.  Por isso, ela sugere valorizar a opinião de quem vai usar. Vale promover uma conversa para identificar o que a equipe pensa, explicar a boa impressão que o uniforme causa nos clientes e, principalmente, propor a discussão de qual seria o melhor modelo, apresentando opções para votação.
 
Formalização da política do uso do uniforme
Fabíola ressalta o que deve conter um termo que apresenta a política do uso do uniforme na empresa. Lembrando que as orientações valem apenas para os uniformes usuais e não para aqueles chamados de EPI (Equipamentos de Proteção Individual), ou seja, capacetes, máscaras, luvas entre outros que visam a segurança do funcionário. Estes possuem regras específicas de acordo com o tipo de risco que a atividade envolve. Ela recomenda que o texto final seja produzido com a ajuda de um advogado para evitar a inclusão de itens que possam ser considerados abusivos, invalidando o documento.
Tendo isto em mente, veja o que não pode faltar:
  • - Indique quais setores da empresa estão sujeitos ao uso do uniforme
  • - Explicite quais peças compõem o uniforme e no caso do não fornecimento de calçados, por exemplo, defina as cores admitidas e o modelo. Isso de forma genérica para não caracterizar definição. Caso contrário, a empresa deverá fornecer para o funcionário sem custo
  • - Informe de quem é a responsabilidade pela lavagem das peças. Na maioria das vezes é do empregado, mas a empresa pode querer assumir esta responsabilidade
  • - Indique as recomendações de lavagem de cada peça, alerte sobre o uso de alvejantes, se a peça solta tinta, se pode ir à máquina de secar etc.
  • - Explique quais serão as penalidades no caso do descumprimento da obrigação do uso (sequência de advertência que pode levar à demissão por justa causa, por exemplo)
  • - Deixe claro que, no caso de eventuais danos ou perda das peças do uniforme, o valor necessário para reposição será descontado do próximo pagamento
  • - Faça o colaborador assinar um termo de que está ciente das regras
Dicas para uma boa escolha
Alana detalha os principais pontos a serem levados em conta na escolha do uniforme para a equipe. Confira:

Tecidos - A dica é escolher tecidos que não amassem, sejam mais difíceis de sujar e que possam ser lavados seguidas vezes sem perder suas características. O mais utilizado é o tipo Oxford, atraente pelo baixo custo – cerca de R$ 3 o metro -, mas que costuma ter aspecto de roupa de qualidade inferior. Se puder, procure um meio termo, que seria o Two Way, um tipo de Oxford com elastano – cerca de R$ 4 o metro – ou ainda a chamada Lã Fria – R$ 9.

Cores - Mesmo uma empresa cuja identidade visual tenha cores fortes, o melhor é escolher cores escuras, que passam respeito e profissionalismo, com padrão simples, sem estampas, só com o logo da empresa em base neutra.

Estilo - Se o negócio da empresa pedir um clima mais informal, pode-se inovar e trocar os usais terninhos por um jaleco ou sobretudo ou mesmo um avental.

Calçados - Os sapatos devem ser sempre fechados. Isso garante boa aparência independente do estado em que se encontrem pés e unhas de quem os utilizará. Em ambientes mais informais são aceitas sapatilhas ou tênis básicos, mas nunca as chamadas rasteirinhas, que deixam todo o pé à mostra. Se a opção for por salto para as mulheres, estes devem ser de altura média e mais grossos, podendo ser combinados com o uso de meia calça. Em roupas de tons claro, como gelo, o sapato pode ser cinza; no caso de tecido cinza, caem bem sapatos da cor pinhão; no caso de peças pretas ou azul marinho, o ideal é usar sapatos pretos.

Quantidade - Duas unidades de cada peça são suficientes para o dia a dia, pois uma pode ser usada enquanto a outra está sendo lavada. No caso de peças brancas, recomenda-se fornecer três unidades.
Frio - Uma boa solução para dias frios é o uso de cardigã  por baixo da blusa a ser usada no terno. Homens podem usar coletes.

Customização - Para empresas com equipe pequena, que não terá as vantagens de compras em grande volume no caso de peças prontas, produzir seus próprios uniformes pode ser interessante. Isso dá liberdade na definição do modelo, que pode fugir do tradicional e envolver golas e punhos diferentes. Uma consultora de imagem pode ajudar nesta escolha, que deve ter a identidade da empresa. A vantagem é que, neste caso, pode-se contratar uma costureira para ir até o local tirar as medidas dos colaboradores para produzir peças sob medida para cada um, garantindo conforto e elegância.


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